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Programação em blocos

Pinos do Arduino Nano e do ESP32: qual usar em cada peça

Quais pinos evitar no Arduino Nano e no ESP32, onde ligar servos, joysticks, ultrassônico e buzzer, e a explicação de cada escolha da tabela de ligação sugerida para o braço robótico.

Engenharia Data Frontier· Publicado em 22 de outubro de 2026

Na IDE de blocos, cada cartão pergunta em que pino a peça está ligada. A liberdade é boa, mas nem todo pino serve para tudo. Este artigo lista o que evitar em cada placa e explica a tabela de ligação que sugerimos para o braço robótico.

Arduino Nano: o que evitar

  • D0 e D1. São a porta serial ligada ao USB. Usá-los atrapalha o envio do programa e o monitor serial.
  • A6 e A7 como digital. Esses dois só leem analógico. Servem para eixo de joystick, não para botão nem para servo.
  • D13 como entrada. O LED da placa está ligado nele e puxa a leitura. Como saída, tudo bem.

E dois efeitos de biblioteca:

  • A biblioteca Servo desliga o PWM (analogWrite) dos pinos 9 e 10. Servos continuam funcionando em qualquer pino, inclusive nesses.
  • A função tone() interfere no PWM dos pinos 3 e 11 enquanto toca.

ESP32: o que evitar

Os números abaixo valem para o ESP32 clássico, com módulo WROOM-32, o das placas DevKit mais comuns.

  • GPIO 6 a 11. Estão ligados à memória flash. Mexer neles trava a placa.
  • GPIO 34 a 39. Só entrada e sem pull-up interno. Bons para joystick, inúteis para servo, buzzer ou botão sem resistor externo.
  • Pinos de boot: 0, 2, 5, 12 e 15. O nível deles na hora de ligar decide como a placa inicia. O 12, em especial, define a tensão da flash: puxado para cima no boot, a placa pode não ligar.
  • ADC2 com Wi-Fi. Os pinos do ADC2 (0, 2, 4, 12 a 15 e 25 a 27) não leem analógico enquanto o Wi-Fi estiver ligado. Para leitura analógica, use o ADC1: GPIO 32 a 39.
  • GPIO 1 e 3. São a serial do USB, como o D0 e o D1 do Nano.

Em variantes como o ESP32-S3 a lista é outra. A IDE mostra só os pinos válidos da placa escolhida.

A tabela sugerida, explicada

PeçaNanoESP32
Servo da baseD3GPIO 13
Servo do ombroD5GPIO 25
Servo do cotoveloD6GPIO 26
Servo da garraD9GPIO 27
Joystick 1 (X, Y, botão)A0, A1, D2GPIO 32, 33, 21
Joystick 2 (X, Y, botão)A2, A3, D4GPIO 34, 35, 22
Ultrassônico (Trig, Echo)D7, D8GPIO 18, 19
BuzzerD10GPIO 23

Servos. No Nano, qualquer pino digital serviria; os escolhidos ficam juntos no conector. No ESP32, os GPIO 13, 25, 26 e 27 são saídas comuns, longe dos pinos de boot. O fato de 25 a 27 serem do ADC2 não importa: servo não lê analógico.

Joysticks. No Nano, os eixos vão em A0 a A3, e os botões em D2 e D4, com pull-up interno. No ESP32, os quatro eixos vão no ADC1 (32 a 35), que lê com o Wi-Fi ligado, e os botões vão em 21 e 22, que têm pull-up interno. Os GPIO 34 e 35 não têm pull-up, e por isso ficam com os eixos.

Ultrassônico. Dois pinos digitais comuns. No ESP32, o Echo passa por um divisor de tensão (1 kΩ e 2 kΩ), porque o módulo devolve 5 V.

Buzzer. No Nano, o tone() funciona em qualquer pino digital, e o D10 é o que sobra livre ao lado dos outros. No ESP32, o GPIO 23 é uma saída sem restrição.

Três regras que valem para qualquer placa

  1. GND comum. A fonte dos servos, a placa e os sensores compartilham o mesmo GND.
  2. Tensão do pino. No ESP32, nada de 5 V entrando num pino.
  3. Anote a ligação. Uma foto da montagem ao lado da tabela poupa horas de procura.

Para ver a tabela junto da IDE, abra a página da IDE de blocos.

Na prática

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