Pinos do Arduino Nano e do ESP32: qual usar em cada peça
Quais pinos evitar no Arduino Nano e no ESP32, onde ligar servos, joysticks, ultrassônico e buzzer, e a explicação de cada escolha da tabela de ligação sugerida para o braço robótico.

Na IDE de blocos, cada cartão pergunta em que pino a peça está ligada. A liberdade é boa, mas nem todo pino serve para tudo. Este artigo lista o que evitar em cada placa e explica a tabela de ligação que sugerimos para o braço robótico.
Arduino Nano: o que evitar
- D0 e D1. São a porta serial ligada ao USB. Usá-los atrapalha o envio do programa e o monitor serial.
- A6 e A7 como digital. Esses dois só leem analógico. Servem para eixo de joystick, não para botão nem para servo.
- D13 como entrada. O LED da placa está ligado nele e puxa a leitura. Como saída, tudo bem.
E dois efeitos de biblioteca:
- A biblioteca Servo desliga o PWM (analogWrite) dos pinos 9 e 10. Servos continuam funcionando em qualquer pino, inclusive nesses.
- A função tone() interfere no PWM dos pinos 3 e 11 enquanto toca.
ESP32: o que evitar
Os números abaixo valem para o ESP32 clássico, com módulo WROOM-32, o das placas DevKit mais comuns.
- GPIO 6 a 11. Estão ligados à memória flash. Mexer neles trava a placa.
- GPIO 34 a 39. Só entrada e sem pull-up interno. Bons para joystick, inúteis para servo, buzzer ou botão sem resistor externo.
- Pinos de boot: 0, 2, 5, 12 e 15. O nível deles na hora de ligar decide como a placa inicia. O 12, em especial, define a tensão da flash: puxado para cima no boot, a placa pode não ligar.
- ADC2 com Wi-Fi. Os pinos do ADC2 (0, 2, 4, 12 a 15 e 25 a 27) não leem analógico enquanto o Wi-Fi estiver ligado. Para leitura analógica, use o ADC1: GPIO 32 a 39.
- GPIO 1 e 3. São a serial do USB, como o D0 e o D1 do Nano.
Em variantes como o ESP32-S3 a lista é outra. A IDE mostra só os pinos válidos da placa escolhida.
A tabela sugerida, explicada
| Peça | Nano | ESP32 |
|---|---|---|
| Servo da base | D3 | GPIO 13 |
| Servo do ombro | D5 | GPIO 25 |
| Servo do cotovelo | D6 | GPIO 26 |
| Servo da garra | D9 | GPIO 27 |
| Joystick 1 (X, Y, botão) | A0, A1, D2 | GPIO 32, 33, 21 |
| Joystick 2 (X, Y, botão) | A2, A3, D4 | GPIO 34, 35, 22 |
| Ultrassônico (Trig, Echo) | D7, D8 | GPIO 18, 19 |
| Buzzer | D10 | GPIO 23 |
Servos. No Nano, qualquer pino digital serviria; os escolhidos ficam juntos no conector. No ESP32, os GPIO 13, 25, 26 e 27 são saídas comuns, longe dos pinos de boot. O fato de 25 a 27 serem do ADC2 não importa: servo não lê analógico.
Joysticks. No Nano, os eixos vão em A0 a A3, e os botões em D2 e D4, com pull-up interno. No ESP32, os quatro eixos vão no ADC1 (32 a 35), que lê com o Wi-Fi ligado, e os botões vão em 21 e 22, que têm pull-up interno. Os GPIO 34 e 35 não têm pull-up, e por isso ficam com os eixos.
Ultrassônico. Dois pinos digitais comuns. No ESP32, o Echo passa por um divisor de tensão (1 kΩ e 2 kΩ), porque o módulo devolve 5 V.
Buzzer. No Nano, o tone() funciona em qualquer pino digital, e o D10 é o que sobra livre ao lado dos outros. No ESP32, o GPIO 23 é uma saída sem restrição.
Três regras que valem para qualquer placa
- GND comum. A fonte dos servos, a placa e os sensores compartilham o mesmo GND.
- Tensão do pino. No ESP32, nada de 5 V entrando num pino.
- Anote a ligação. Uma foto da montagem ao lado da tabela poupa horas de procura.
Para ver a tabela junto da IDE, abra a página da IDE de blocos.
A IoTData faz o cadastro e o envio por você.
Um engenheiro nosso responde: qual rede chega até o poço, o que o IGAM ou a ANA vão pedir, quanto custa e quem cuida do cadastro de operador.