Telemetria de outorga em Uberlândia: quatro córregos já em outorga coletiva
Uberlândia é a maior cidade de Minas fora da região metropolitana de Belo Horizonte, com 713.224 habitantes no Censo de 2022, e ainda assim colheu 60 mil hectares de soja, 26,4 mil de milho, 12,1 mil de cana e 10 mil de sorgo em 2023. A agroindústria instalada na cidade puxa a lavoura de todo o entorno, e a água vem de córregos que já estão repartidos: quatro trechos do município têm Declaração de Área de Conflito e outorga coletiva publicada pelo IGAM.
Três coisas que mudam a conta para quem capta aqui.
Aqui a régua é a área de conflito
A Portaria IGAM 38/2025 trata de água subterrânea na bacia do rio Paracatu e não alcança Uberlândia, que fica na bacia do Paranaíba. O instrumento que vale aqui é mais antigo: a Resolução Conjunta SEMAD/IGAM 2.302/2015 diz, no art. 6º, que em área declarada de conflito a medição é obrigatória independentemente da vazão outorgada, e, no art. 8º, que toda captação por poço tubular exige medidor e horímetro.
Quatro trechos com outorga coletiva
A planilha de outorgas coletivas do IGAM lista quatro trechos que pegam Uberlândia: Córrego Bebedouro (DAC 001/2009, dividido com Monte Alegre de Minas), Ribeirão Douradinho (DAC 003/2011, também com Monte Alegre de Minas), Córrego Cabaça (DAC 005/2015) e o Alto Rio Piedade (DAC 008/2005, com Monte Alegre de Minas e Tupaciguara). O Censo Agropecuário de 2017 contou 374 estabelecimentos irrigando 10.285 hectares no município, 3.589 deles por pivô central. Numa outorga coletiva o volume é dividido entre quem já está lá: quem tem medição negocia com número, não com estimativa.
Perímetro urbano coberto, fazenda nem sempre
A cidade tem sinal de sobra, mas as captações no Douradinho, no Bebedouro e no rio Piedade ficam a dezenas de quilômetros dela. O transmissor híbrido usa a torre celular onde ela existe e a rede satelital DG onde não. Por satélite, com duas a três passagens por dia, a leitura chega em até um dia; por celular, em minutos.
Como atendemos Uberlândia
Equipamento nosso, instalado na sua captação, reportando ao órgão.
A Data Frontier desenvolve e fabrica o horímetro, a estação de medição de vazão e nível e a estação meteorológica. O transmissor escolhe a rede: celular onde existe, satélite onde não. O dado vai para o MIRA do IGAM ou para a API da ANA no formato que cada um pede, e para o seu WhatsApp quando algo sai do normal.
01Visita técnicaUm engenheiro confere a captação, o sinal de celular no ponto e o que a sua outorga exige.
02InstalaçãoMedidor, horímetro e transmissor instalados com ART, como a Portaria 48/2019 pede.
03CadastroIndicamos a Data Frontier como operadora de medição e telemetria no MIRA, ou como operadora na ANA.
04AcompanhamentoPainel com histórico, alertas por e-mail e WhatsApp, e o envio ao órgão rodando sozinho.