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Noroeste de Minas · Brasilândia de Minas

Telemetria de outorga em Brasilândia de Minas: o município que entrou agora na restrição

Brasilândia de Minas se emancipou de João Pinheiro em 1995, pela Lei estadual 12.030, e tem o rio Paracatu como principal manancial. O nome vem da Brazil Land, companhia inglesa que comprou a antiga Fazenda Extrema e foi desapropriada por Getúlio depois da Segunda Guerra. São 15 mil habitantes em 2.509 km² de cerrado, com 19 mil hectares de eucalipto entre os dois maiores produtores do estado, Buritizeiro e João Pinheiro, e ainda gado, grãos e cana — a usina BEVAP, do lado de João Pinheiro, fica na divisa e puxa canavial para cá. Até a portaria de 2024, o município não aparecia entre os trechos restritos da bacia. Agora aparece.

Irrigação em lavoura na região de Brasilândia de Minas
O que vale em Brasilândia de Minas

Três coisas que mudam a conta para quem capta aqui.

Entrante na Portaria IGAM 38/2025

A ottobacia 74871 não constava na Portaria IGAM 08/2024. Na Portaria IGAM 38/2025 ela entra com 153,41% de comprometimento da reserva potencial explotável, em 589,22 km² divididos com Paracatu, João Pinheiro e Unaí. A área restrita da bacia passou de 14 para 19 ottobacias entre uma portaria e outra, e Brasilândia é uma das novas: quem tem poço no polígono passou, de um ano para o outro, a estar sem intervenção nova e em outorga coletiva provisória.

Cana, grãos e 96 pivôs

O mapeamento por satélite da ANA contou 96 pivôs centrais e 8.218 hectares irrigados no município (SNIRH, 2019). A cana que abastece a BEVAP convive com milho, soja e pastagem, e parte da irrigação sai de poço — caso em que a Resolução Conjunta SEMAD/IGAM 2.302/2015 exige medidor e horímetro em qualquer captação subterrânea por poço tubular. Em água superficial, a mesma norma exige medição e horímetro a partir de 10 L/s outorgados.

Rio Paracatu, chapada e cobertura desigual

Na sede há celular; nas fazendas ao longo do rio Paracatu e nas chapadas do lado de Buritizeiro e Santa Fé de Minas, nem sempre. O transmissor híbrido usa a torre onde ela existe e a rede satelital DG onde não. Por satélite, com duas a três passagens por dia, a leitura chega em até um dia; por celular, em minutos.

Como atendemos Brasilândia de Minas

Equipamento nosso, instalado na sua captação, reportando ao órgão.

A Data Frontier desenvolve e fabrica o horímetro, a estação de medição de vazão e nível e a estação meteorológica. O transmissor escolhe a rede: celular onde existe, satélite onde não. O dado vai para o MIRA do IGAM ou para a API da ANA no formato que cada um pede, e para o seu WhatsApp quando algo sai do normal.

  1. 01Visita técnicaUm engenheiro confere a captação, o sinal de celular no ponto e o que a sua outorga exige.
  2. 02InstalaçãoMedidor, horímetro e transmissor instalados com ART, como a Portaria 48/2019 pede.
  3. 03CadastroIndicamos a Data Frontier como operadora de medição e telemetria no MIRA, ou como operadora na ANA.
  4. 04AcompanhamentoPainel com histórico, alertas por e-mail e WhatsApp, e o envio ao órgão rodando sozinho.
Leia antes de decidir
Portaria IGAM 38/2025: o que muda para quem capta na bacia do ParacatuLer o artigo