Telemetria de outorga em Araguari: sete trechos em outorga coletiva e café no gotejo
Araguari tem o sétimo maior parque cafeeiro de Minas Gerais em área colhida — 14.455 hectares em 2023 —, mais 33,5 mil hectares de soja e 24 mil de milho. E o café daqui não é de pivô: o Censo Agropecuário de 2017 contou 751 estabelecimentos irrigando por gotejamento, sobre 14.064 dos 16.224 hectares irrigados do município, contra 1.638 hectares de pivô central. São muitas captações pequenas no mesmo córrego, e é por isso que o IGAM já repartiu sete trechos do município.
Três coisas que mudam a conta para quem capta aqui.
Não é a Portaria IGAM 38/2025 — é a DAC
A Portaria IGAM 38/2025 restringe água subterrânea na bacia do rio Paracatu e não vale em Araguari, que capta na bacia do Paranaíba. Aqui o instrumento é a Declaração de Área de Conflito, para água superficial. E a Resolução Conjunta SEMAD/IGAM 2.302/2015 é clara sobre ela: em área declarada de conflito a medição é obrigatória independentemente da vazão outorgada (art. 6º). Para poço tubular, o art. 8º exige medição em qualquer caso.
Sete trechos já divididos
Na planilha de outorgas coletivas do IGAM, Araguari aparece em sete trechos: Ribeirão das Araras (DAC 006/2005), Córrego Pindaituba (006/2006, com Indianópolis e Estrela do Sul), Córrego Amanhecer (012/2007), Córrego do Veado (002/2012), Córrego Macaúbas (004/2015), Córrego Sapé (006/2015) e Córrego Lagoa Seca (007/2015). As outorgas coletivas correspondentes vencem entre 2030 e 2032. Quando cada uma vencer, a divisão da água volta à mesa da Comissão Gestora Local, e quem tem histórico medido chega lá com dado próprio.
Café em vale fechado engole o sinal
Na sede e na BR-050 há 4G; nas lavouras dos vales do Araras, do Sapé e do Amanhecer, o sinal cai. O transmissor híbrido usa a torre celular onde ela existe e a rede satelital DG onde não. Por satélite, com duas a três passagens por dia, a leitura chega em até um dia; por celular, em minutos.
Como atendemos Araguari
Equipamento nosso, instalado na sua captação, reportando ao órgão.
A Data Frontier desenvolve e fabrica o horímetro, a estação de medição de vazão e nível e a estação meteorológica. O transmissor escolhe a rede: celular onde existe, satélite onde não. O dado vai para o MIRA do IGAM ou para a API da ANA no formato que cada um pede, e para o seu WhatsApp quando algo sai do normal.
01Visita técnicaUm engenheiro confere a captação, o sinal de celular no ponto e o que a sua outorga exige.
02InstalaçãoMedidor, horímetro e transmissor instalados com ART, como a Portaria 48/2019 pede.
03CadastroIndicamos a Data Frontier como operadora de medição e telemetria no MIRA, ou como operadora na ANA.
04AcompanhamentoPainel com histórico, alertas por e-mail e WhatsApp, e o envio ao órgão rodando sozinho.