Telemetria de outorga em Guarda-Mor: a ottobacia que dobrou em 18 meses
Guarda-Mor tem 6.539 habitantes espalhados por 2.065 km² na divisa de Minas com Goiás, e ainda assim reúne 282 pivôs centrais: o terceiro maior parque de pivôs do estado. É feijão, grãos e gado sobre a chapada, com água tirada da bacia do Paracatu — e 96% de toda a área irrigada do município sai de pivô central. Com R$ 136 mil de PIB por habitante em 2023, Guarda-Mor está entre os quinze maiores de Minas nesse indicador, e ao contrário dos outros da lista, que vivem de mineração ou siderurgia, ele chegou lá pela lavoura irrigada. Entre as duas últimas portarias do IGAM, foi o trecho que mais se deteriorou em toda a bacia.
Três coisas que mudam a conta para quem capta aqui.
A ottobacia 74895 dobrou em 18 meses
Na portaria anterior, a IGAM 08/2024, esse trecho de 517,74 km² dividido com Paracatu e Vazante estava em 105,56% de comprometimento da reserva potencial explotável. Na Portaria IGAM 38/2025 ele aparece com 214,21%: o dobro em ano e meio. Dentro do polígono não entra poço novo e quem já capta migra para outorga coletiva provisória, por até dois anos.
Feijão irrigado e oito trechos em conflito
Guarda-Mor foi o décimo maior produtor de feijão do Brasil em 2023, com cerca de 29,2 mil toneladas, e o mapeamento por satélite da ANA contou 282 pivôs centrais sobre 11.904 hectares irrigados (SNIRH, 2019). O município ainda tem oito trechos com outorga coletiva por Declaração de Área de Conflito. A Resolução Conjunta SEMAD/IGAM 2.302/2015 é direta nesses dois casos: em área declarada de conflito a medição vale independentemente da vazão outorgada, e toda captação subterrânea por poço tubular exige medidor e horímetro.
Da sede à chapada, sem depender da torre
Na cidade e nas rodovias que ligam a Paracatu há sinal de celular; nos pivôs da chapada e nos poços perto da divisa com Goiás, muitas vezes não. O transmissor híbrido usa a torre onde ela existe e a rede satelital DG onde não. Por satélite, com duas a três passagens por dia, a leitura chega em até um dia; por celular, em minutos.
Como atendemos Guarda-Mor
Equipamento nosso, instalado na sua captação, reportando ao órgão.
A Data Frontier desenvolve e fabrica o horímetro, a estação de medição de vazão e nível e a estação meteorológica. O transmissor escolhe a rede: celular onde existe, satélite onde não. O dado vai para o MIRA do IGAM ou para a API da ANA no formato que cada um pede, e para o seu WhatsApp quando algo sai do normal.
01Visita técnicaUm engenheiro confere a captação, o sinal de celular no ponto e o que a sua outorga exige.
02InstalaçãoMedidor, horímetro e transmissor instalados com ART, como a Portaria 48/2019 pede.
03CadastroIndicamos a Data Frontier como operadora de medição e telemetria no MIRA, ou como operadora na ANA.
04AcompanhamentoPainel com histórico, alertas por e-mail e WhatsApp, e o envio ao órgão rodando sozinho.