Telemetria de outorga em Lagamar: sobrou um trecho só, e ele piorou
Lagamar tem 6,6 mil habitantes em 1.474 km² da microrregião de Paracatu, e é um caso incomum no Noroeste: 50,4% do valor que o município produz vem da agropecuária, mas a mineração de fosfato sustentou boa parte da sua história econômica. O leite é o carro-chefe: 38,6 milhões de litros por ano, o quinquagésimo maior volume do estado. E o fosfato daqui é referência nacional — a Formação Rocinha chega a 38% de P₂O₅ nos níveis mais ricos. Irrigação e mineração dividem o mesmo subsolo. Na Portaria IGAM 38/2025 o município aparece num trecho só — e ele está pior do que estava.
Três coisas que mudam a conta para quem capta aqui.
Um trecho a menos, mais pressão no que ficou
Na Portaria IGAM 08/2024, Lagamar aparecia em duas ottobacias: a 748927, com 125,73%, e a 748925, com 103,64% de comprometimento. A Portaria IGAM 38/2025 mantém só a 748925 — 328,89 km², dividida com Lagoa Grande e Presidente Olegário — agora em 114,05%. Menos território restrito, e nele nenhuma intervenção nova entra até a portaria definitiva; quem já capta fica em outorga coletiva provisória.
Poço de irrigação e mina no mesmo aquífero
O mapeamento por satélite da ANA contou 63 pivôs centrais e 2.395 hectares irrigados em Lagamar (SNIRH, 2019): parque pequeno perto do dos vizinhos, mas concentrado, e boa parte da água vem de poço. A Resolução Conjunta SEMAD/IGAM 2.302/2015 exige medidor e horímetro em toda captação subterrânea por poço tubular, qualquer que seja a vazão. Quando o IGAM for repartir o volume entre usuários de setores diferentes, quem tem histórico medido negocia com dado.
Sinal na sede, satélite na chapada
A sede e as rodovias têm cobertura de celular; os poços nas chapadas em direção a Lagoa Grande e Presidente Olegário, nem sempre. O transmissor híbrido fala com a torre onde ela existe e com a rede satelital DG onde não. Por satélite, com duas a três passagens por dia, a leitura chega em até um dia; por celular, em minutos.
Como atendemos Lagamar
Equipamento nosso, instalado na sua captação, reportando ao órgão.
A Data Frontier desenvolve e fabrica o horímetro, a estação de medição de vazão e nível e a estação meteorológica. O transmissor escolhe a rede: celular onde existe, satélite onde não. O dado vai para o MIRA do IGAM ou para a API da ANA no formato que cada um pede, e para o seu WhatsApp quando algo sai do normal.
01Visita técnicaUm engenheiro confere a captação, o sinal de celular no ponto e o que a sua outorga exige.
02InstalaçãoMedidor, horímetro e transmissor instalados com ART, como a Portaria 48/2019 pede.
03CadastroIndicamos a Data Frontier como operadora de medição e telemetria no MIRA, ou como operadora na ANA.
04AcompanhamentoPainel com histórico, alertas por e-mail e WhatsApp, e o envio ao órgão rodando sozinho.