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Norte de Minas · Montes Claros

Telemetria de outorga em Montes Claros: IGAM nos afluentes, ANA no Verde Grande

Montes Claros tem 414.240 habitantes no Censo de 2022 e é o centro de decisão da água no Norte de Minas: na cidade funcionam a Unidade Regional de Gestão das Águas Norte de Minas, do IGAM, que atende 83 municípios, e a sede do comitê da bacia do rio Verde Grande — um comitê federal, de Minas e da Bahia. Isso resume o problema de quem capta aqui: há duas réguas ao mesmo tempo. Nos afluentes estaduais e nos poços responde o IGAM; no Verde Grande, que corre para a Bahia, responde a ANA.

Irrigação em lavoura na região de Montes Claros
O que vale em Montes Claros

Três coisas que mudam a conta para quem capta aqui.

A restrição aqui é outra portaria

A Portaria IGAM 38/2025 vale na bacia do rio Paracatu e não alcança Montes Claros. A que alcança é a Portaria IGAM 33, de 26 de novembro de 2024: ela declara Área de Restrição e Controle em Avaliação a ottobacia nº 74693 do rio Verde Grande, 1.011,40 km² que pegam parte de Capitão Enéas, Francisco Sá, Mirabela e Montes Claros. Dentro do polígono não entra poço novo até a portaria definitiva, salvo abastecimento público, e quem já capta vai para uma outorga provisória única de até dois anos, com Comissão Gestora Local no segundo ano.

Rio da União e rio estadual na mesma fazenda

O Verde Grande e o Verde Pequeno são de domínio da União porque dividem Minas e Bahia. Ali vale a Resolução ANA 188/2024: telemetria obrigatória só para os maiores usuários, a partir de 2.000 m³/h (1.000 m³/h nos trechos de marco regulatório), com declaração de uso a partir de 50 m³/h por mês. A maioria das captações fica abaixo desses números. Nos córregos estaduais e nos poços, quem manda é a Resolução Conjunta SEMAD/IGAM 2.302/2015, e ela não tem exceção para poço tubular. O Censo Agropecuário de 2017 contou 1.009 estabelecimentos irrigando 23.782 hectares só neste município, quase todos por gotejamento e microaspersão.

Da sede à caatinga, sem depender da torre

Montes Claros tem 4G na cidade e ao longo das BRs, mas as captações no vale do rio Vieira e nas cabeceiras do Verde Grande ficam longe de tudo. O transmissor híbrido fala com a torre celular onde ela existe e com a rede satelital DG onde não. Por satélite a leitura chega em até um dia, o que cabe no envio diário que a ANA pede e no relatório ao IGAM; por celular, em minutos.

Como atendemos Montes Claros

Equipamento nosso, instalado na sua captação, reportando ao órgão.

A Data Frontier desenvolve e fabrica o horímetro, a estação de medição de vazão e nível e a estação meteorológica. O transmissor escolhe a rede: celular onde existe, satélite onde não. O dado vai para o MIRA do IGAM ou para a API da ANA no formato que cada um pede, e para o seu WhatsApp quando algo sai do normal.

  1. 01Visita técnicaUm engenheiro confere a captação, o sinal de celular no ponto e o que a sua outorga exige.
  2. 02InstalaçãoMedidor, horímetro e transmissor instalados com ART, como a Portaria 48/2019 pede.
  3. 03CadastroIndicamos a Data Frontier como operadora de medição e telemetria no MIRA, ou como operadora na ANA.
  4. 04AcompanhamentoPainel com histórico, alertas por e-mail e WhatsApp, e o envio ao órgão rodando sozinho.
Leia antes de decidir
MIRA do IGAM ou cadastro na ANA: qual vale para a sua captação?Ler o artigo