Silvicultura de eucalipto em Minas Gerais: os números do IBGE e onde o dado se perde
Área, carvão e madeira pelo IBGE de 2024, e as etapas do ciclo do eucalipto em que a informação ainda depende de alguém ir buscar.

Minas Gerais é o estado do eucalipto. Não é impressão: é o que o IBGE mede todo ano na pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, a PEVS. Este artigo traz os números de 2024 e percorre o ciclo da floresta plantada para mostrar onde a informação ainda chega tarde.
Os números de 2024
Pela PEVS 2024 (tabela 5930 do IBGE):
- O Brasil tinha 9,9 milhões de hectares de silvicultura, dos quais 7,69 milhões de eucalipto.
- Minas Gerais tinha 2,14 milhões de hectares de eucalipto, 27,8% de todo o eucalipto do país, a maior área entre os estados.
- Em seguida vêm Mato Grosso do Sul, com 1,45 milhão de hectares, e São Paulo, com 1,0 milhão.
E o que sai dessa floresta (tabela 291):
- 84% do carvão vegetal de eucalipto produzido no Brasil em 2024 saiu de Minas: 5,56 milhões de toneladas de um total de 6,60 milhões. É a floresta que alimenta a siderurgia a carvão vegetal do estado.
- Minas produziu 10,2 milhões de metros cúbicos de madeira em tora para papel e celulose, cerca de 8% do país, e outros 5,5 milhões para outras finalidades.
Ou seja: a silvicultura mineira é, antes de tudo, energia para a siderurgia, e depois celulose e madeira. Isso muda o que importa medir: no carvão, o ciclo da floresta encontra o ciclo dos fornos.
O ciclo e onde o dado se perde
Viveiro. Muda é produto frágil: horas sem irrigação num dia quente perdem um lote. Nível de caixa d'água, bomba e pressão da irrigação são dados que valem ouro e que, na maioria dos viveiros, dependem de alguém passar e olhar.
Plantio e janelas de operação. Plantar, adubar e aplicar dependem de chuva e de umidade do solo. A decisão costuma usar a previsão da cidade, não a chuva que caiu no talhão.
Manutenção. Controle de formiga, de mato e de pragas é trabalho de campo espalhado por milhares de hectares, com apontamento em papel e máquinas que ninguém sabe exatamente onde estão.
Proteção contra incêndio. O maior risco da floresta plantada na seca, e o mais dependente de dado local: umidade, vento e dias sem chuva na fazenda. Veja monitoramento de incêndio florestal no eucalipto.
Colheita e transporte. Máquinas de alto custo em frentes sem sinal de celular, cujo apontamento chega ao escritório dias depois. Veja telemetria para colheita florestal.
Carbonização. No carvão, a temperatura dos fornos e o ciclo de queima definem rendimento e qualidade, e ainda são acompanhados de forma muito manual em muitas unidades.
O denominador comum
Em todas as etapas, o problema é o mesmo: área grande, longe da torre de celular, com dado que depende de gente indo buscar. Não falta tecnologia de sensor; falta o dado chegar sozinho de onde o sinal não chega.
Onde a IoTData entra
Estação meteorológica, sensores de viveiro e irrigação, rastreamento de máquinas e o caminho do dado por celular, rádio LoRa ou rede satelital DG, no mesmo painel. Veja IoT para silvicultura e telemetria florestal no talhão sem sinal.
Fontes: IBGE, Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024: tabela 5930 (área total existente em 31/12, por espécie florestal) e tabela 291 (quantidade produzida na silvicultura, por tipo de produto), consultadas em setembro de 2026.
Estação, rastreador e alerta de incêndio na floresta plantada.
Chuva, umidade, vento e dias sem chuva por fazenda, máquinas no mapa e alerta no WhatsApp da brigada. Um engenheiro nosso diz o que cabe na sua área.